RESENHA TRICOLOR 13
“Tradição Tricolor”
FLUMINENSE e São Paulo sempre fizeram grandes jogos. Também pudera: estamos diante de dois dos clubes tradicionalmente mais organizados do futebol brasileiro. Até a década de 70, o FLUMINENSE era padrão de organização social e esportiva. Falar sobre o FLUMINENSE é se perder no mundo das conquistas, vide Taça Olímpica, e enaltações que o clube já recebeu, feitas pelos melhores jornalistas, escritores, poetas e torcedores ilustres que vivenciaram a linda história tricolor dentro do clube. Mas é caminho inevitável por todos nós que amamos o FLUMINENSE. Verdade que os últimos 30 anos não têm sido um retrato fiel do que é a história do FLUMINENSE, acostumado a estar sempre entre os primeiros, honrando a tradição. Mas um nobre é sempre um nobre, por mais que lhe tomem o trono. Por mais que lhe cacem o título, sempre o acompanhará a fidalguia do berço em que nasceu.
É dessa forma que tenho visto o FLUMINENSE entrar nos gramados por onde tem desfilado sua visível classe e fidalguia, desde o início do comando de Muricy.
Atualmente, e como sempre deveria ser, o FLUMINENSE não entra em campo, somente: ele se apresenta em campo com todas as premissas de um nobre, exibindo a elegância do comportamento, a elegância das vestes, a elegância da esportividade, a elegância da luta e da bravura, a elegância da arte e a elegância da humildade.
Do campo à arquibancada, cadeiras, frisas e camarotes. A elegância com que nossa torcida tem se comportado é digna de prêmio. Vejo o pó-de-arroz retornar; vejo as lindas torcedoras desfilarem a suavidade feminina nos aguerridos gestos e gritos de incentivo ao time; vejo uma arte em mosaicos nas arquibancadas, cada jogo um motivo diferente, demostrando toda a criatividade de nossa torcida; vejo as crianças uniformizadas sentindo-se reis, sentindo-se todas mascotes do time que enfeitam e abençoam com sua inocente pureza.
O FLUMINENSE está de volta! Aquele FLUMINENSE, por quem me apaixonei nos anos 60 e por quem surrupiei muito pó-de-arroz da penteadeira de minha mãe, que depois foi trocado por talco mas, no início, era pó-de-arroz mesmo.
E por estar de volta é que somos líderes do campeonato. Mas não começamos bem o jogo de domingo. E não começar bem não reflete erro de ninguém. Simplesmente, não estávamos bem.
_”Não dá, Palhaninho; não dá! Beletti não joga nada!” Meus amigos leitores sabem que 'Jorgito', meu amigo Jorge Augusto Mendes de Souza, é um passional. Diria que passional é pouco: ele é visceralmente alucinado! Fato é que Beletti ainda não fez uma boa apresentação no FLUMINENSE, ainda não 'encontrou' seu melhor posicionamento e rendimento. E a torcida não o está a perdoar. Mas não foi o ainda mal rendimento de Beletti, ou a possível falha de FH ou outra coisa qualquer, que individualizou o mal primeiro tempo do jogo: foi tudo junto. E aqui quero chamar a atenção para um assunto das arábias: a ausência de 'Sheik Emerson', sim, foi um fator de desarrumação do time. Desde o início o São Paulo dominou as ações, pois conseguiu avançar seus volantes e linha de zaga, porque sentiu-se confortável. E por que sentiu-se confortável? Porque Washington é um centro avante tradicional, de dentro da área. Não tendo a quem acompanhar, mais que vigiar, a linha intermediária são paulina, avançou. A já clássica crítica à saída de bola do FLUMINENSE, somada ao ainda baixo rendimento de Beletti, a previsibilidade de Washington fora da área e o avanço da linha são paulina, determinaram o domínio pelo adversário. Em lance de excelência, Conca-Julio Cesar-Deco acharam nosso primeiro gol. Essa é a verdade: acharam! Mas não soubemos, melhor, não conseguimos segurar pois antes da possível falha de FH, o São Paulo exigiu que ele fizesse grandes defesas.
Na ausência do nosso puro sangue árabe, percebendo que o que imaginara – toque no meio campo que envolvesse o adversário – não funcionou, Muricy sacou Beletti e colocou Rodriguinho, jogador veloz mas meio atrapalhado. Mas era o que estávamos precisando. Com Diogo voltando a atuar de volante-cabeça de área, Fernando Bob ajudando-o mas avançando a marcação, Rodriguinho correndo e recuando a marcação do São Paulo, o jogo de Conca e de Deco, finalmente, pode se desenvolver melhor.
Pressionamos, tivemos ótimas chances de gol, um pênalti mas não conseguimos vencer. Saímos do Maracanã ainda líder, mas com o segundo jogo sem vencer em casa.
Saí do estádio e a torcida, sempre elegante, reclamava mas não acusava. Alguns mais exaltados criticavam pontualmente um jogador ou outro, especialmente Beletti e Washington, que desperdiçou o pênalti. Normal. Mas mesmo estes o faziam de forma elegante, de forma nobre.
Ouvi de uma grande maioria o suspiro de redenção pela presença de 'Sheik Emerson' no próximo jogo e pela volta aos treinos, de Fred. Pena que perdemos Mariano e, Beletti – é especialista, por isso ainda confio e espero por sua melhora –, ainda não está no nível que possui. Mas descíamos a rampa do estádio e conversa vai - conversa vem, percebemos a quantidade de famílias festejando o domingo: tiravam fotos, riam, as crianças corriam e demonstravam a felicidade por um belo passeio em família e pela apreciação do belo espetáculo.
A torcida do FLUMINENSE é a melhor tradução da nobreza, da elegância e da tradição que persistem em nosso clube. E, mais uma vez, provas da paixão que possui por seu time. Nos últimos 30 anos tivemos poucos momentos para comemorar conquistas, o que era freqüente antigamente. O último momento áureo foi o tri entre 83/85 e o brasileiro de 84. Longas estiagens serviram para firmar nossa nobreza, elegância e paixão pelo clube. Sinto que vivemos aquele mesmo momento. É só mantermos a mesma nobreza, a mesma elegância e a mesma paixão, que a antiga tradição retornará:
FLUMINENSE, sempre campeão!
24/08/2010
FLUMINENSE 2 x 2 São Paulo
Driblogando - O blog que é escrito com drible e arte.
Meus caros, idealizei o blog com a seguinte proposta: páginas-temas específicas e a 'LIVRE DRIBLOGAR', onde postarei temas variados e cotidianos, que estarão também reproduzidos em cada pagina-tema. Convido-os. Vamos 'driblogar', driblar os fatos da vida com criatividade, inteligência e liberdade
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
RESENHA TRICOLOR 12
“Polentas e Gols”
_”O FLUMINENSE não jogou melhor que o Vasco coisa nenhuma!”, reclamou indignado meu amigo Antônio Valverde Mendonça.
_”Mendonça, vocês só deram três chutes à gol... nada mais!”
_”Ora, Torquato; e fizemos dois gols! Se mais chutes à gol déssemos então, venceríamos de goleada”
_”Torquato...”, intervi; ...acabo achando que o Mendonça tem razão. O Vasco jogou melhor do que nós. Tanto que conseguiu empatar com a gente; enquanto que nós, 'só' conseguimos empatar com eles!”
A conversa descontraída que tivemos no Bar do Teles ocorreu antes da partida contra o Goiás. Degustávamos a famosa polenta frita com moela enquanto esperávamos o início da partida e falávamos, obviamente, sobre o jogo passado e sobre os do dia – FLUMINENSE x Goiás e Vasco x São Paulo.
_”Não gosto de enfrentar esse time do Goias. Tenho, na lembrança, poucas vitórias”, dizia eu para meus amigos. Torquato rebateu:
_”Vai ser um treino para entrosar Deco com o resto do time, Palhaninho. Nem há porque se preocupar.” Mastiguei uma polenta, saboreei o paladar inigualável do quitute, o jogo começou e o silêncio imperou.
Primeiro tempo fraco, arrastado, nada de interessante. O FLUMINENSE apresentava uma formação diferente, pelas entrada e saída de Deco e de Diguinho, respectivamente. Um não entrou no lugar do outro. Muricy alterou a formação com três zagueiros, pela formação com 2 zagueiros no 4-4-2, escalando Fernando Bob ao lado de Diogo e de Deco, este mais a frente, na armação junto com Conca.
Confesso que essa formação me agradou. Mas espero mesmo é uma escalação diferente. Ainda espero por Valência ao lado de Diguinho, formando a dupla de volantes, e Deco, Conca, Emerson e Fred, na frente. Acho que será a nossa primeira formação, aquela que começaremos os jogos, mesmo sendo nosso elenco o que Muricy sempre quis, pronto para ser escalado em função do adversário. Contamos com jogadores coringas como Marquinhos e Beletti; alas como Carlinhos e Julio Cesar, que voltou a jogar bem na oportunidade criada pela contusão de Carlinhos; a revelação Fernando Bob, Rodriguinho para o ataque, sem deixar de citar que Washington será, na minha opinião, quando Fred estiver totalmente recuperado, o reserva mais titular que o campeonato vai ter. E só nessa mexida - Fred no lugar de Washington -, muda todo um esquema, toda uma forma de jogar.
Começou o segundo tempo.
_”Quando Deco estiver totalmente entrosado com Conca e Emerson, qualquer um que jogar na frente vai rir de tanto fazer gol”, sentenciou Torquato.
Deco já se soltava mais, já ia marcando seu território e se impondo com um toque simples, objetivo e produtivo. O que parece fácil, para quem vê. E é fácil, para quem sabe.
E assim saiu o primeiro gol. Como treino, em que o jogador não pode dar mais de dois toques, Conca serve Deco, que não espera e serve Washington como todo centro avante sempre gostaria de ser servido: sozinho e no pé! Logo depois, Deco serve Mariano que de primeira serve Emerson e este faz o segundo gol. E por falar em Mariano, novamente destaco a importância que vem tendo no time de Muricy. A cada jogo Mariano fica mais seguro, mais confiante, mais arrogante. E como não se machuca e nem é suspenso, mantem uma regularidade de partidas. E todas muito boas.
Ainda chegamos ao terceiro gol, em jogada de Fernando Bob e Marquinhos.
Temos mais que um time, amigos. Temos um plantel, como sempre quis Muricy. E de qualidade! O importante dessa vitória foi que o Corinthians acabou derrotado no seu jogo. Abrimos 5 pontos sobre o segundo colocado. Sei que ainda é cedo e, como sempre digo, não estamos cantando vitória antes do tempo. Mas não podemos dizer que uma vantagem agora é ruim. Não é. Decididamente, não é.
O FLUMINENSE é o time a ser batido, é o time a ser perseguido, é o time a ser temido. Seria perigoso se fosse um time formado por jogadores inexperientes, se a campanha fosse fruto de um acaso. Não podemos dispensar essa vantagem mas de jeito algum repousar sobre ela. Nosso time ainda não está no auge do entrosamento, do desempenho físico e técnico. E isso, quando nos comparamos com equipes como as do Internacional, Corinthians e Santos principalmente, faz com que nossa vantagem na tabela seja vista com mais vantagem: toda equipe tem um ápice, que é mantido durante um tempo e uma natural queda, a seguir. O ápice normalmente chega após um longo tempo de maturação da equipe e, se esse momento calha de ocorrer no início de uma competição, longa e difícil como o Campeonato Brasileiro, pode causar problema. A equipe do FLUMINENSE ainda não tem esse tempo, muitos ainda estão pegando o jeito de jogar do companheiro, mas é clara a fase de ascensão de todos na equipe e já se distancia na competição.
Estamos em um bom momento, amigos tricolores. Bom momento, não; ótimo, ótimo momento!
Após o jogo continuamos no Bar do Teles e assistimos o jogo do Vasco contra o São Paulo. O resultado foi sem gols. Mas, pior do que isso, foi o desenho do jogo: o Vasco não deu um chute sequer à gol. Torquato não resistiu e atacou:
_”Mendonça, se continuar assim, no próximo jogo teu time vai atacar contra o próprio gol, não é?”
Educado, Mendonça não respondeu a provocação de Torquato. Comeu a última polenta, chamou Teles e disse:
_”Traga outra porção bem quentinha de polentas para Torquato, Teles.” Olhou para aquele, e disse: “Enquanto meu time faz poucos gols, eu te ofereço um presente pelos muitos que o teu time faz.”
26/08/2010
Goiás 0 x 3 FLUMINENSE
“Polentas e Gols”
_”O FLUMINENSE não jogou melhor que o Vasco coisa nenhuma!”, reclamou indignado meu amigo Antônio Valverde Mendonça.
_”Mendonça, vocês só deram três chutes à gol... nada mais!”
_”Ora, Torquato; e fizemos dois gols! Se mais chutes à gol déssemos então, venceríamos de goleada”
_”Torquato...”, intervi; ...acabo achando que o Mendonça tem razão. O Vasco jogou melhor do que nós. Tanto que conseguiu empatar com a gente; enquanto que nós, 'só' conseguimos empatar com eles!”
A conversa descontraída que tivemos no Bar do Teles ocorreu antes da partida contra o Goiás. Degustávamos a famosa polenta frita com moela enquanto esperávamos o início da partida e falávamos, obviamente, sobre o jogo passado e sobre os do dia – FLUMINENSE x Goiás e Vasco x São Paulo.
_”Não gosto de enfrentar esse time do Goias. Tenho, na lembrança, poucas vitórias”, dizia eu para meus amigos. Torquato rebateu:
_”Vai ser um treino para entrosar Deco com o resto do time, Palhaninho. Nem há porque se preocupar.” Mastiguei uma polenta, saboreei o paladar inigualável do quitute, o jogo começou e o silêncio imperou.
Primeiro tempo fraco, arrastado, nada de interessante. O FLUMINENSE apresentava uma formação diferente, pelas entrada e saída de Deco e de Diguinho, respectivamente. Um não entrou no lugar do outro. Muricy alterou a formação com três zagueiros, pela formação com 2 zagueiros no 4-4-2, escalando Fernando Bob ao lado de Diogo e de Deco, este mais a frente, na armação junto com Conca.
Confesso que essa formação me agradou. Mas espero mesmo é uma escalação diferente. Ainda espero por Valência ao lado de Diguinho, formando a dupla de volantes, e Deco, Conca, Emerson e Fred, na frente. Acho que será a nossa primeira formação, aquela que começaremos os jogos, mesmo sendo nosso elenco o que Muricy sempre quis, pronto para ser escalado em função do adversário. Contamos com jogadores coringas como Marquinhos e Beletti; alas como Carlinhos e Julio Cesar, que voltou a jogar bem na oportunidade criada pela contusão de Carlinhos; a revelação Fernando Bob, Rodriguinho para o ataque, sem deixar de citar que Washington será, na minha opinião, quando Fred estiver totalmente recuperado, o reserva mais titular que o campeonato vai ter. E só nessa mexida - Fred no lugar de Washington -, muda todo um esquema, toda uma forma de jogar.
Começou o segundo tempo.
_”Quando Deco estiver totalmente entrosado com Conca e Emerson, qualquer um que jogar na frente vai rir de tanto fazer gol”, sentenciou Torquato.
Deco já se soltava mais, já ia marcando seu território e se impondo com um toque simples, objetivo e produtivo. O que parece fácil, para quem vê. E é fácil, para quem sabe.
E assim saiu o primeiro gol. Como treino, em que o jogador não pode dar mais de dois toques, Conca serve Deco, que não espera e serve Washington como todo centro avante sempre gostaria de ser servido: sozinho e no pé! Logo depois, Deco serve Mariano que de primeira serve Emerson e este faz o segundo gol. E por falar em Mariano, novamente destaco a importância que vem tendo no time de Muricy. A cada jogo Mariano fica mais seguro, mais confiante, mais arrogante. E como não se machuca e nem é suspenso, mantem uma regularidade de partidas. E todas muito boas.
Ainda chegamos ao terceiro gol, em jogada de Fernando Bob e Marquinhos.
Temos mais que um time, amigos. Temos um plantel, como sempre quis Muricy. E de qualidade! O importante dessa vitória foi que o Corinthians acabou derrotado no seu jogo. Abrimos 5 pontos sobre o segundo colocado. Sei que ainda é cedo e, como sempre digo, não estamos cantando vitória antes do tempo. Mas não podemos dizer que uma vantagem agora é ruim. Não é. Decididamente, não é.
O FLUMINENSE é o time a ser batido, é o time a ser perseguido, é o time a ser temido. Seria perigoso se fosse um time formado por jogadores inexperientes, se a campanha fosse fruto de um acaso. Não podemos dispensar essa vantagem mas de jeito algum repousar sobre ela. Nosso time ainda não está no auge do entrosamento, do desempenho físico e técnico. E isso, quando nos comparamos com equipes como as do Internacional, Corinthians e Santos principalmente, faz com que nossa vantagem na tabela seja vista com mais vantagem: toda equipe tem um ápice, que é mantido durante um tempo e uma natural queda, a seguir. O ápice normalmente chega após um longo tempo de maturação da equipe e, se esse momento calha de ocorrer no início de uma competição, longa e difícil como o Campeonato Brasileiro, pode causar problema. A equipe do FLUMINENSE ainda não tem esse tempo, muitos ainda estão pegando o jeito de jogar do companheiro, mas é clara a fase de ascensão de todos na equipe e já se distancia na competição.
Estamos em um bom momento, amigos tricolores. Bom momento, não; ótimo, ótimo momento!
Após o jogo continuamos no Bar do Teles e assistimos o jogo do Vasco contra o São Paulo. O resultado foi sem gols. Mas, pior do que isso, foi o desenho do jogo: o Vasco não deu um chute sequer à gol. Torquato não resistiu e atacou:
_”Mendonça, se continuar assim, no próximo jogo teu time vai atacar contra o próprio gol, não é?”
Educado, Mendonça não respondeu a provocação de Torquato. Comeu a última polenta, chamou Teles e disse:
_”Traga outra porção bem quentinha de polentas para Torquato, Teles.” Olhou para aquele, e disse: “Enquanto meu time faz poucos gols, eu te ofereço um presente pelos muitos que o teu time faz.”
26/08/2010
Goiás 0 x 3 FLUMINENSE
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
RESENHA TRICOLOR 11
“Ressurgir”
O FLUMINENSE jogou melhor. E não estou dizendo isso por motivos de torcida, impulsionado pela paixão clubística. Mas não melhor a ponto de merecer vencer. O jogo que o Vasco fez, foi de orgulhar e empolgar sua torcida. Torcida esta que deu um verdadeiro show de devoção, de amor ao clube.
A festa estava toda armada. O Maracanã, por mais uma vez sofrendo violação em sua integridade de maior (ex-maior) palco do futebol, recebeu as duas torcidas como antigamente, quando todo, TODO jogo entre os grandes cariocas não recebia menos que 70/80 mil pessoas. Época em que cheio era só quando a ocupação passava de 110 mil; lotado, quando passava dos 140 mil; recorde, quando passava dos 180 mil! Foram 80 mil, apenas. Mas nos padrões atuais, quase um recorde. E que bela festa. Nossa torcida, como sempre, desenhando uma coreografia colorida e arrepiante em euforia e magia. E a torcida cruzmaltina, sempre imensa e eufórica, empurrou o time.
Nossa torcida, por mais participativa que esteja, não esteve intensa neste jogo. Começo bem, assim como o time. Fizemos logo um gol e ela, parecendo anestesiada pela certeza da vitória, timidamente se comportou. O que ocorreu, então? Ocorreu que nosso time também anestesiou-se e parou depois de 15 minutos de domínio absoluto, perdas de oportunidade e grande defesa do goleiro adversário. O Vasco, percebendo nossa quietude, e muito bem armado por seu técnico, dominou a intermediária do campo e aos pouco foi chegando, chegando, e em um contra ataque, arma mortal nossa, fez-nos provar do próprio veneno, empatando o jogo.
No retorno do segundo tempo, a 'Blitz Tricolor' foi arrasadora. Com três minutos já tínhamos perdido três oportunidades e, em outro castigo, fomos vítimas do mesmo veneno: contra ataque e sofremos o segundo gol.
Até este momento, parecia que nossa torcida havia ido embora. Só ouvia-se o grito vascaíno, as bandeiras pretas e os balões brancos. Onde estava nossa torcida? Inexplicavelmente estava muda, reflexiva, assustada talvez. Mas não o time. Com a mesma voraz busca pelo êxito da vitória, continuou em cima do Vasco para logo em seguida empatar o jogo. Aí deu-se a ressurreição.
Reacendida pela chama dos Guerreiros Tricolores, a torcida ergue-se em seu gigantismo e não calou mais. Calou, isso sim, a torcida adversária. Sempre que está tentou reagir, nossos pulmões mais alto dominavam o ar com gritos de 'Nense! Nense!' e com cânticos que beiram aos hinos bélicos das bravas legiões gregas e romanas.
Ao Vasco o empate esteve mais que a contento. Seu técnico é um 'expert' em não perder. É, ainda, o único invicto no campeonato, tanto entre times e técnicos. Achou dois gols pelo divino esquema que montou, pelas intervenções do seu goleiro e por sorte, em algumas conclusões erradas dos nossos jogadores.
Estava assistindo o jogo com meu amigo Dr. Fernando. Este estava apreensivo, discretamente nervoso.
_”Emerson não está bem. E estamos perdendo o meio campo” me dizia ainda no primeiro tempo. Eu argüia:
_”Será que Deco estréia?” Eis que Diguinho se machuca e vemos o luso-brasileiro ser chamado por Muricy.
Deco entra. A torcida enlouquece. O time naturalmente melhora seu passe, mesmo que a bola não passe por seus pés. Jogou 15 minutos. Não precisa mostrar nada, precisa é ter mais tempo para produzir o que, todos sabemos, pode produzir. O gol que não marcou no fim do jogo, não merece registro. A bola não quis entrar. Desejo dela; temos que respeitar.
O jogo acabou, voltávamos para casa, as torcidas nem tristes nem alegres, conformadas com o bom espetáculo e o resultado do placar: nós, mantemos a liderança isolada; eles, a invencibilidade moralmente vitoriosa mas eu pensava no time, nos onze da escalação principal do FLUMINENSE.
Não que tenha que haver onze titulares. Essa, alias, é uma das armas do FLUMINENSE: temos uma equipe, não apenas um time. E esse time será formado dependo da formação tática, que creio, com a chegada de Deco, será o tradicional e esquecido, por muito tempo, 4-4-2, com dois volantes. Não perdemos proteção e ganhamos toque de qualidade na saída de bola, na armação, nos lançamentos e nas finalizações.
O campeonato entrará em uma fase de muito desgaste e, conseqüentemente , risco. Jogos nos fins e meios de semana, para recuperar o tempo de paralisação na Copa do Mundo. Por essa razão, o FLUMINENSE, ao meu ver, também leva uma boa vantagem: somos líderes, temos mais que um time, temos jogadores experientes e craques, jogadores novos com talento e temos o melhor técnico disparado.
Acalmem-se, queridos torcedores. Já disse que não cantamos vitória antes do tempo; cantamos a vitória em tempo! E em tempo certo chegaremos aonde queremos.
23/08/2010
Vasco 2 x 2 FLUMINENSE
“Ressurgir”
O FLUMINENSE jogou melhor. E não estou dizendo isso por motivos de torcida, impulsionado pela paixão clubística. Mas não melhor a ponto de merecer vencer. O jogo que o Vasco fez, foi de orgulhar e empolgar sua torcida. Torcida esta que deu um verdadeiro show de devoção, de amor ao clube.
A festa estava toda armada. O Maracanã, por mais uma vez sofrendo violação em sua integridade de maior (ex-maior) palco do futebol, recebeu as duas torcidas como antigamente, quando todo, TODO jogo entre os grandes cariocas não recebia menos que 70/80 mil pessoas. Época em que cheio era só quando a ocupação passava de 110 mil; lotado, quando passava dos 140 mil; recorde, quando passava dos 180 mil! Foram 80 mil, apenas. Mas nos padrões atuais, quase um recorde. E que bela festa. Nossa torcida, como sempre, desenhando uma coreografia colorida e arrepiante em euforia e magia. E a torcida cruzmaltina, sempre imensa e eufórica, empurrou o time.
Nossa torcida, por mais participativa que esteja, não esteve intensa neste jogo. Começo bem, assim como o time. Fizemos logo um gol e ela, parecendo anestesiada pela certeza da vitória, timidamente se comportou. O que ocorreu, então? Ocorreu que nosso time também anestesiou-se e parou depois de 15 minutos de domínio absoluto, perdas de oportunidade e grande defesa do goleiro adversário. O Vasco, percebendo nossa quietude, e muito bem armado por seu técnico, dominou a intermediária do campo e aos pouco foi chegando, chegando, e em um contra ataque, arma mortal nossa, fez-nos provar do próprio veneno, empatando o jogo.
No retorno do segundo tempo, a 'Blitz Tricolor' foi arrasadora. Com três minutos já tínhamos perdido três oportunidades e, em outro castigo, fomos vítimas do mesmo veneno: contra ataque e sofremos o segundo gol.
Até este momento, parecia que nossa torcida havia ido embora. Só ouvia-se o grito vascaíno, as bandeiras pretas e os balões brancos. Onde estava nossa torcida? Inexplicavelmente estava muda, reflexiva, assustada talvez. Mas não o time. Com a mesma voraz busca pelo êxito da vitória, continuou em cima do Vasco para logo em seguida empatar o jogo. Aí deu-se a ressurreição.
Reacendida pela chama dos Guerreiros Tricolores, a torcida ergue-se em seu gigantismo e não calou mais. Calou, isso sim, a torcida adversária. Sempre que está tentou reagir, nossos pulmões mais alto dominavam o ar com gritos de 'Nense! Nense!' e com cânticos que beiram aos hinos bélicos das bravas legiões gregas e romanas.
Ao Vasco o empate esteve mais que a contento. Seu técnico é um 'expert' em não perder. É, ainda, o único invicto no campeonato, tanto entre times e técnicos. Achou dois gols pelo divino esquema que montou, pelas intervenções do seu goleiro e por sorte, em algumas conclusões erradas dos nossos jogadores.
Estava assistindo o jogo com meu amigo Dr. Fernando. Este estava apreensivo, discretamente nervoso.
_”Emerson não está bem. E estamos perdendo o meio campo” me dizia ainda no primeiro tempo. Eu argüia:
_”Será que Deco estréia?” Eis que Diguinho se machuca e vemos o luso-brasileiro ser chamado por Muricy.
Deco entra. A torcida enlouquece. O time naturalmente melhora seu passe, mesmo que a bola não passe por seus pés. Jogou 15 minutos. Não precisa mostrar nada, precisa é ter mais tempo para produzir o que, todos sabemos, pode produzir. O gol que não marcou no fim do jogo, não merece registro. A bola não quis entrar. Desejo dela; temos que respeitar.
O jogo acabou, voltávamos para casa, as torcidas nem tristes nem alegres, conformadas com o bom espetáculo e o resultado do placar: nós, mantemos a liderança isolada; eles, a invencibilidade moralmente vitoriosa mas eu pensava no time, nos onze da escalação principal do FLUMINENSE.
Não que tenha que haver onze titulares. Essa, alias, é uma das armas do FLUMINENSE: temos uma equipe, não apenas um time. E esse time será formado dependo da formação tática, que creio, com a chegada de Deco, será o tradicional e esquecido, por muito tempo, 4-4-2, com dois volantes. Não perdemos proteção e ganhamos toque de qualidade na saída de bola, na armação, nos lançamentos e nas finalizações.
O campeonato entrará em uma fase de muito desgaste e, conseqüentemente , risco. Jogos nos fins e meios de semana, para recuperar o tempo de paralisação na Copa do Mundo. Por essa razão, o FLUMINENSE, ao meu ver, também leva uma boa vantagem: somos líderes, temos mais que um time, temos jogadores experientes e craques, jogadores novos com talento e temos o melhor técnico disparado.
Acalmem-se, queridos torcedores. Já disse que não cantamos vitória antes do tempo; cantamos a vitória em tempo! E em tempo certo chegaremos aonde queremos.
23/08/2010
Vasco 2 x 2 FLUMINENSE
terça-feira, 17 de agosto de 2010
RESENHA TRICOLOR 10
“Vendo e Crendo”
Meus caros e embevecidos amigos tricolores: não estou preocupado. Sei que as aves agourentas começam a rogar pragas de soberba para nosso time. Aviso-lhes que, no FLUMINENSE, isso não existe. O FLUMINENSE está, como sempre esteve, imune a soberba, característica dos que não estão acostumados ao sucesso. Nas Laranjeiras sabe-se como chega e como sustenta-se o sucesso: trabalho, trabalho e mais trabalho! Com respeito e humildade. Como diria nosso maior torcedor, 'calçamos as sandálias da humildade'.
Mas estamos jogando muito, muito!
Não há igual a Conca. Não é comum um jogador gozar de prestígio irrestrito, que é perdoado quando joga com pouco criativa (ainda mais se o time perde), errando passes, não definindo jogadas. Torcida não perdoa, cobra e vaia o craque, colocando-o em pé de igualdade com o cabeça de bagre. E não importa que o craque só em dias bissextos, quando chove e é de noite, jogue sua única partida sem brilho. Não precisa nem jogar mal, basta que produza pouco: “...não tá jogando nada!” sentenciam os fanáticos torcedores. Por isso digo que não há como Conca. Desde que chegou ao FLUMINENSE nunca, nunca recebeu uma desaprovação que seja, mesmo não estando em dias normais, em que pouco produz. E podemos contar nos dedos de um pássaro as vezes em que isso aconteceu pois, aplicação tática, combate e coração nunca faltaram a ele mesmo nesses poucos dias ( será que houve?) em que não esteve normal, não esteve craque.
Por isso ele quebra regras e, mais que carregado no colo da torcida Tricolor, é aprovado por todos os torcedores do pais, não importa o clube, não importa a divisão. Conca é a regularidade com categoria, é o arroz com feijão feito por “chef cousine”. Conca faz o futebol parecer fácil como servir um whisky: a diferença está no malte que faz o whisky que ele serve.
_”O FLUMINENSE é Conca mais 10!” , anuncia como arauto do Rei meu caro amigo Fernando Magalhães. Mesmo depois de todas as contratações, mesmo após o FLUMINENSE ter montado o 'Barcelona Sul Americano', o 'Bayern do Rio', o 'Manchester Carioca', Fernando não poupa: “O FLUMINENSE é Conca mais 10!” E comunga toda a torcida Tricolor.
Conca é que nem a mulher amada: se dela começar a falar, hoje não vou terminar! Assim, sigo a diante.
Fazia tempo não via alguém com binóculos no Maracanã. O rapaz que estava ao meu lado assistia o jogo com o artefato em punho como se estivesse no Jockey Club, acompanhando o puro sangue árabe ponteando a curva oposta e entrando na reta final para cruzar o disco com 1,2,3 corpos a frente.
E ele realmente estava. Mais que a alcunha que identifica a nobreza adquirida, 'Sheik' Emerson é verdadeiramente um puro sangue árabe: como corre e como é ágil. Não curva o pescoço para frente como pangarés, quando correm parecendo que pastam; estica o pescoço, olha firme a raia, enche o pulmão de ar e só para dentro do gol.
Era exatamente o que estávamos precisando. Desde que Fred chegou, resolvemos definitivamente nossos problema de gol. Só que sua presença em campo ainda é instável, envolto que está em tantas contusões físicas e que merecem grave atenção do departamento médico do clube. Muricy declarou que se tivesse aceito o comando da seleção, Fred estaria lá, prova de ser o melhor centroavante do futebol brasileiro. Quando retornar ao time e encontrar Emerson como companheiro de ataque, Fred ainda terá tempo para ser o artilheiro do campeonato. Emerson já está também nos braços da torcida: 4 jogos, 4 gols, espírito de mouro guerreiro e vibrante como dançarino com a bola nos pés.
E essa vibração tem um estimulante especial: a nosso torcida! O espetáculo mais bonito dentre todos os estádios de futebol do mundo, a tradição da torcida pó de arroz em promover belas imagens e cânticos de incentivo beirando a espiritualidade dos gregorianos, voltou a ser visto e ouvido no ex maior do mundo. O mosaico criado no jogo de ontem foi um belíssimo cartão de boas vindas para Deco, que entrou em campo, acenou e se emocionou com o melhor time que defenderá em toda sua vitoriosa carreira. Imagino a ansiedade que deve estar; a agonia em estrear e ter o nome cantado em coro pela torcida pó de arroz junto a todos os outros companheiros.
_”Palhaninho, qual a escalação do FLUMINENSE para você?” Não titubeei a pergunta do meu caro Dr. Fernando.
_”FH, 3 zagueiros, Mariano e Carlinhos, Valêncio ou Diguinho – que vem melhorando muito, muito! – Deco, Conca, Emerson e Fred.”
_”Acho que fica muito vulnerável?” Se há alguém que respeito em análise de futebol, esse alguém é meu amigo Fernando. Mas sou obrigado a discordar.
_”Soube de fonte limpa que um desses 3 zagueiros será Lugano, caro Fernando. Nossos laterais/alas são os melhores em atuação no Brasil, tanto apoiando quanto marcando; teremos Valência, um novo Denílson, dizem; Deco e Conca dando o toque de qualidade na saída de bola, Deco com lançamentos precisos e Conca com dribles e passes velozes e certeiros como flecha, mas combativos na intermediária; com Emerson correndo, enlouquecendo a zaga adversária e Fred, eficiência e categoria para fazer gols, vejo vulnerabilidade é nos adversários. Conhece o ditado: amarrem suas cabras que meu bode está solto.”
É esperar para ver.
Por falar em ver, fomos ao Maracanã para ver o FLUMINENSE jogar contra o Internacional, já estava quase me esquecendo.
_”O Inter jogou com todo time reserva”, proferiram em alta voz alguns algozes.
_”Sem Carlinhos, Fred, Deco... estava completo o FLUMINENSE?”, respondi aos invejosos.
Se fomos ver, vimos! Vimos o FLUMINENSE marcar com Mariano, Washington e 'sheik' Emerson; vimos o FLUMINENSE mostrar disposição, seriedade, objetividade e categoria; vimos o FLUMINENSE seguir líder e obstinado à conquista do campeonato.
Insisto: não cantamos vitória antes do tempo; cantamos a vitória que conquistamos, em tempo. Porque cantar é agradecer. E quem agradece, reconhece o passo dado em direção ao objetivo final com seriedade e humildade.
16/08/2010
FLUMINENSE 3 x 0 Internacional
“Vendo e Crendo”
Meus caros e embevecidos amigos tricolores: não estou preocupado. Sei que as aves agourentas começam a rogar pragas de soberba para nosso time. Aviso-lhes que, no FLUMINENSE, isso não existe. O FLUMINENSE está, como sempre esteve, imune a soberba, característica dos que não estão acostumados ao sucesso. Nas Laranjeiras sabe-se como chega e como sustenta-se o sucesso: trabalho, trabalho e mais trabalho! Com respeito e humildade. Como diria nosso maior torcedor, 'calçamos as sandálias da humildade'.
Mas estamos jogando muito, muito!
Não há igual a Conca. Não é comum um jogador gozar de prestígio irrestrito, que é perdoado quando joga com pouco criativa (ainda mais se o time perde), errando passes, não definindo jogadas. Torcida não perdoa, cobra e vaia o craque, colocando-o em pé de igualdade com o cabeça de bagre. E não importa que o craque só em dias bissextos, quando chove e é de noite, jogue sua única partida sem brilho. Não precisa nem jogar mal, basta que produza pouco: “...não tá jogando nada!” sentenciam os fanáticos torcedores. Por isso digo que não há como Conca. Desde que chegou ao FLUMINENSE nunca, nunca recebeu uma desaprovação que seja, mesmo não estando em dias normais, em que pouco produz. E podemos contar nos dedos de um pássaro as vezes em que isso aconteceu pois, aplicação tática, combate e coração nunca faltaram a ele mesmo nesses poucos dias ( será que houve?) em que não esteve normal, não esteve craque.
Por isso ele quebra regras e, mais que carregado no colo da torcida Tricolor, é aprovado por todos os torcedores do pais, não importa o clube, não importa a divisão. Conca é a regularidade com categoria, é o arroz com feijão feito por “chef cousine”. Conca faz o futebol parecer fácil como servir um whisky: a diferença está no malte que faz o whisky que ele serve.
_”O FLUMINENSE é Conca mais 10!” , anuncia como arauto do Rei meu caro amigo Fernando Magalhães. Mesmo depois de todas as contratações, mesmo após o FLUMINENSE ter montado o 'Barcelona Sul Americano', o 'Bayern do Rio', o 'Manchester Carioca', Fernando não poupa: “O FLUMINENSE é Conca mais 10!” E comunga toda a torcida Tricolor.
Conca é que nem a mulher amada: se dela começar a falar, hoje não vou terminar! Assim, sigo a diante.
Fazia tempo não via alguém com binóculos no Maracanã. O rapaz que estava ao meu lado assistia o jogo com o artefato em punho como se estivesse no Jockey Club, acompanhando o puro sangue árabe ponteando a curva oposta e entrando na reta final para cruzar o disco com 1,2,3 corpos a frente.
E ele realmente estava. Mais que a alcunha que identifica a nobreza adquirida, 'Sheik' Emerson é verdadeiramente um puro sangue árabe: como corre e como é ágil. Não curva o pescoço para frente como pangarés, quando correm parecendo que pastam; estica o pescoço, olha firme a raia, enche o pulmão de ar e só para dentro do gol.
Era exatamente o que estávamos precisando. Desde que Fred chegou, resolvemos definitivamente nossos problema de gol. Só que sua presença em campo ainda é instável, envolto que está em tantas contusões físicas e que merecem grave atenção do departamento médico do clube. Muricy declarou que se tivesse aceito o comando da seleção, Fred estaria lá, prova de ser o melhor centroavante do futebol brasileiro. Quando retornar ao time e encontrar Emerson como companheiro de ataque, Fred ainda terá tempo para ser o artilheiro do campeonato. Emerson já está também nos braços da torcida: 4 jogos, 4 gols, espírito de mouro guerreiro e vibrante como dançarino com a bola nos pés.
E essa vibração tem um estimulante especial: a nosso torcida! O espetáculo mais bonito dentre todos os estádios de futebol do mundo, a tradição da torcida pó de arroz em promover belas imagens e cânticos de incentivo beirando a espiritualidade dos gregorianos, voltou a ser visto e ouvido no ex maior do mundo. O mosaico criado no jogo de ontem foi um belíssimo cartão de boas vindas para Deco, que entrou em campo, acenou e se emocionou com o melhor time que defenderá em toda sua vitoriosa carreira. Imagino a ansiedade que deve estar; a agonia em estrear e ter o nome cantado em coro pela torcida pó de arroz junto a todos os outros companheiros.
_”Palhaninho, qual a escalação do FLUMINENSE para você?” Não titubeei a pergunta do meu caro Dr. Fernando.
_”FH, 3 zagueiros, Mariano e Carlinhos, Valêncio ou Diguinho – que vem melhorando muito, muito! – Deco, Conca, Emerson e Fred.”
_”Acho que fica muito vulnerável?” Se há alguém que respeito em análise de futebol, esse alguém é meu amigo Fernando. Mas sou obrigado a discordar.
_”Soube de fonte limpa que um desses 3 zagueiros será Lugano, caro Fernando. Nossos laterais/alas são os melhores em atuação no Brasil, tanto apoiando quanto marcando; teremos Valência, um novo Denílson, dizem; Deco e Conca dando o toque de qualidade na saída de bola, Deco com lançamentos precisos e Conca com dribles e passes velozes e certeiros como flecha, mas combativos na intermediária; com Emerson correndo, enlouquecendo a zaga adversária e Fred, eficiência e categoria para fazer gols, vejo vulnerabilidade é nos adversários. Conhece o ditado: amarrem suas cabras que meu bode está solto.”
É esperar para ver.
Por falar em ver, fomos ao Maracanã para ver o FLUMINENSE jogar contra o Internacional, já estava quase me esquecendo.
_”O Inter jogou com todo time reserva”, proferiram em alta voz alguns algozes.
_”Sem Carlinhos, Fred, Deco... estava completo o FLUMINENSE?”, respondi aos invejosos.
Se fomos ver, vimos! Vimos o FLUMINENSE marcar com Mariano, Washington e 'sheik' Emerson; vimos o FLUMINENSE mostrar disposição, seriedade, objetividade e categoria; vimos o FLUMINENSE seguir líder e obstinado à conquista do campeonato.
Insisto: não cantamos vitória antes do tempo; cantamos a vitória que conquistamos, em tempo. Porque cantar é agradecer. E quem agradece, reconhece o passo dado em direção ao objetivo final com seriedade e humildade.
16/08/2010
FLUMINENSE 3 x 0 Internacional
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
RESENHA TRICOLOR 9
“Farrapos Imperiais”
Se formos falar sobre as mais difíceis partidas de futebol, não haverá risco em garantir, por qualquer time e torcida, que as disputas no sul, contra Grêmio e Internacional, estão entre elas. Nunca foi fácil enfrentar os gaúchos. Joga-se um futebol de muita força, de muita obstinação pelo resultado: peleiam até o último segundo, como assumem os próprios.
Não há diferença se o time está bem no campeonato ou não. Parece que movidos pelo minuano que devasta os pampas no inverno, partem para cima do adversário como seu ancestrais farrapos o faziam contra as forças imperiais. E assim estava o Grêmio, encurralado como a economia riograndense daqueles tempos imperiais.
“Se vencermos, disparamos. E de quebra fazemos mais um desempregado” disse-me Ferreira fazendo alusão a Silas, técnico do Grêmio.
O que tenho admirado no FLUMINENSE do Comandante Muricy, além do comando que este exerce sobre a 'tropa', é seu plano de jogo. O FLUMINENSE não está esperando para jogar em função do adversário, ele faz seu jogo. E está claro: parte para ganhar logo nos primeiros minutos ou o quanto antes para, aí sim, jogar em função do resultado e utilizando-se da arma mais letal que existe e que a executa com precisão já desde a época de Cuca, agora com efeito ainda mais mortal pela combinação da antiga garra aliada a qualidade dos homens de frente que possui: o contra ataque estilo desembarque na Normandia, no 'front' da segunda guerra.
E assim foi o jogo domingo passado. Em 18 minutos de jogo já fechávamos o resultado. Os gols de Mariano e Conca-Emerson (que passe de um e que condução com drible e desfecho de craque, do outro) deram números ao placar que podia ser mais elevado.
O que foi o jogo? Foi uma verdadeira briga dentro das regras. Dizem os mais purista que foi um 'luta', pois briga desrespeita as regras. O Grêmio atacava, forçava ajudado pelo frio e pelo fato de ser o mandante do campo, mordia a bola como pitbull em perna de bandido mas esbarrava na forte blindagem armada por Muricy. E eu, que aqui sempre reclamei da qualidade do primeiro toque, feito pelos volantes pouco cavalheiros com a bola, está melhorando pela ação de Muricy, que preza e prima pelos treinos de fundamentos. E este jogo já mostrou isso: a equipe está juntando fome de 'farrapo' com educação imperial.
“Jogador, Bola; bola, jogador. Feita as devidas apresentações, não mais a chutem como uma desconhecida. Chamem-na pelo nome, valendo-se da intimidade que desfrutam mas com toda elegância e carinho que boas amizades merecem”. E essa convivência bola-jogador tem melhorado, e mais melhorará quando Belletti, Valência (quando estreará?) e principalmente Deco, estiverem em forma e em atividade.
Sou daqueles que acha que as companhias influenciam. Diguinho, que sempre foi um grande e valente 'farrapo' (é gaúcho de nascimento), está melhorando bastante no passe. A razão não é outra senão pelas companhias.
Mariano está fazendo lembrar de laterais que encantaram. O primeiro foi Oliveira, que na humildade do seu futebol, cruzava bolas que Flávio até hoje as lembra. Outro foi Toninho, a força física mais técnica que o futebol brasileiro conheceu. Mariano defende bem, apóia bem, tem um bom passe e está aprimorando as finalizações. Temos também dois bons alas pela esquerda, Carlinhos e Julio Cesar: tanto podem atuar como laterais tradicionais ou como alas, vai da necessidade do time ter uma formação ou outra. Mudar a estrutura tática do time é privilégio que nem todos possuem, sendo uma arma na mão de Muricy que pode armar o time de acordo com o jogo, em decorrência das fatalidades em ter ou não ter determinado jogador e em função do time adversário.
Outro que também chegou para melhorar este convívio foi Emerson. O FLUMINENSE perdeu dois jovens promissores talentos (Maicon e agora Alan). Todas as boas partidas que o time fazia, a dupla, ou pelo menos um dos dois, estava presente. Mas, ainda muito novos, não podiam ser os alicerces de um time. E aqui exponho-me às críticas: nós os perdemos, mas creio que agregamos uma dose de competência mais importante com a vinda de Belleti, Valência (como está ele?), Emerson, Deco e Washington do que a ainda instabilidade tão característica dos jovens talentosos. Mas digo que assim como um solo bem trabalhado bate recordes de safra, nós estamos revelamos talentos futebolísticos aos montes. Xerém tem sido prova disso: a futura seleção de Mano poderá ter em sua trajetória para 2014, laterais desenvolvidos lá (Rafael e Marcelo), na zaga o melhor do mundo (que se firmou nas Laranjeiras como tal – Thiago Silva) e não podemos descartar a evolução de Maicon (que já foi absoluto na sub-20) que certamente ainda terá sua oportunidade.
Com a supervisão de Muricy, Xerém apresentar-nos-á novos e talentosos jogadores. Os talentos consagrados, (Fred, Conca e cia) serão exemplo de que sucesso também pode ser conseguido aqui. Aproveito e dirijo palavra de agradecimento e respeito a Fred. Foi o primeiro da lista de grandes jogadores que nossa diretoria tanto se esforçou para trazer. Ele acreditou no projeto FLUMINENSE, teve problemas musculares e físicos, superou adversidades estruturais e hoje é o verdadeiro capitão da nave estelar tricolor. Não mais importante que Conca e os novos que chegaram. Insisto: Muricy é o Grande Comandante, pelo respaldo histórico que possui e pela competência técnica que provou. Ele é ima que atraí talentos.
“Palhaninho, tenho receio de estarmos cantando vitórias antes do tempo”, disse-me ao telefone meu caro amigo Ferreira.
“Cantamos vitórias após te-las conseguido, Ferreira; festejamos a vitória presente. A próxima, será sempre uma incógnita. O campeonato ainda se arrasta no seu primeiro quarto. Mas somos candidatos. Verdadeiros candidatos ao título. Melhor: Títulos; Títulos!”
09/08/2010
Grêmio 1 x 2 FLUMINENSE
“Farrapos Imperiais”
Se formos falar sobre as mais difíceis partidas de futebol, não haverá risco em garantir, por qualquer time e torcida, que as disputas no sul, contra Grêmio e Internacional, estão entre elas. Nunca foi fácil enfrentar os gaúchos. Joga-se um futebol de muita força, de muita obstinação pelo resultado: peleiam até o último segundo, como assumem os próprios.
Não há diferença se o time está bem no campeonato ou não. Parece que movidos pelo minuano que devasta os pampas no inverno, partem para cima do adversário como seu ancestrais farrapos o faziam contra as forças imperiais. E assim estava o Grêmio, encurralado como a economia riograndense daqueles tempos imperiais.
“Se vencermos, disparamos. E de quebra fazemos mais um desempregado” disse-me Ferreira fazendo alusão a Silas, técnico do Grêmio.
O que tenho admirado no FLUMINENSE do Comandante Muricy, além do comando que este exerce sobre a 'tropa', é seu plano de jogo. O FLUMINENSE não está esperando para jogar em função do adversário, ele faz seu jogo. E está claro: parte para ganhar logo nos primeiros minutos ou o quanto antes para, aí sim, jogar em função do resultado e utilizando-se da arma mais letal que existe e que a executa com precisão já desde a época de Cuca, agora com efeito ainda mais mortal pela combinação da antiga garra aliada a qualidade dos homens de frente que possui: o contra ataque estilo desembarque na Normandia, no 'front' da segunda guerra.
E assim foi o jogo domingo passado. Em 18 minutos de jogo já fechávamos o resultado. Os gols de Mariano e Conca-Emerson (que passe de um e que condução com drible e desfecho de craque, do outro) deram números ao placar que podia ser mais elevado.
O que foi o jogo? Foi uma verdadeira briga dentro das regras. Dizem os mais purista que foi um 'luta', pois briga desrespeita as regras. O Grêmio atacava, forçava ajudado pelo frio e pelo fato de ser o mandante do campo, mordia a bola como pitbull em perna de bandido mas esbarrava na forte blindagem armada por Muricy. E eu, que aqui sempre reclamei da qualidade do primeiro toque, feito pelos volantes pouco cavalheiros com a bola, está melhorando pela ação de Muricy, que preza e prima pelos treinos de fundamentos. E este jogo já mostrou isso: a equipe está juntando fome de 'farrapo' com educação imperial.
“Jogador, Bola; bola, jogador. Feita as devidas apresentações, não mais a chutem como uma desconhecida. Chamem-na pelo nome, valendo-se da intimidade que desfrutam mas com toda elegância e carinho que boas amizades merecem”. E essa convivência bola-jogador tem melhorado, e mais melhorará quando Belletti, Valência (quando estreará?) e principalmente Deco, estiverem em forma e em atividade.
Sou daqueles que acha que as companhias influenciam. Diguinho, que sempre foi um grande e valente 'farrapo' (é gaúcho de nascimento), está melhorando bastante no passe. A razão não é outra senão pelas companhias.
Mariano está fazendo lembrar de laterais que encantaram. O primeiro foi Oliveira, que na humildade do seu futebol, cruzava bolas que Flávio até hoje as lembra. Outro foi Toninho, a força física mais técnica que o futebol brasileiro conheceu. Mariano defende bem, apóia bem, tem um bom passe e está aprimorando as finalizações. Temos também dois bons alas pela esquerda, Carlinhos e Julio Cesar: tanto podem atuar como laterais tradicionais ou como alas, vai da necessidade do time ter uma formação ou outra. Mudar a estrutura tática do time é privilégio que nem todos possuem, sendo uma arma na mão de Muricy que pode armar o time de acordo com o jogo, em decorrência das fatalidades em ter ou não ter determinado jogador e em função do time adversário.
Outro que também chegou para melhorar este convívio foi Emerson. O FLUMINENSE perdeu dois jovens promissores talentos (Maicon e agora Alan). Todas as boas partidas que o time fazia, a dupla, ou pelo menos um dos dois, estava presente. Mas, ainda muito novos, não podiam ser os alicerces de um time. E aqui exponho-me às críticas: nós os perdemos, mas creio que agregamos uma dose de competência mais importante com a vinda de Belleti, Valência (como está ele?), Emerson, Deco e Washington do que a ainda instabilidade tão característica dos jovens talentosos. Mas digo que assim como um solo bem trabalhado bate recordes de safra, nós estamos revelamos talentos futebolísticos aos montes. Xerém tem sido prova disso: a futura seleção de Mano poderá ter em sua trajetória para 2014, laterais desenvolvidos lá (Rafael e Marcelo), na zaga o melhor do mundo (que se firmou nas Laranjeiras como tal – Thiago Silva) e não podemos descartar a evolução de Maicon (que já foi absoluto na sub-20) que certamente ainda terá sua oportunidade.
Com a supervisão de Muricy, Xerém apresentar-nos-á novos e talentosos jogadores. Os talentos consagrados, (Fred, Conca e cia) serão exemplo de que sucesso também pode ser conseguido aqui. Aproveito e dirijo palavra de agradecimento e respeito a Fred. Foi o primeiro da lista de grandes jogadores que nossa diretoria tanto se esforçou para trazer. Ele acreditou no projeto FLUMINENSE, teve problemas musculares e físicos, superou adversidades estruturais e hoje é o verdadeiro capitão da nave estelar tricolor. Não mais importante que Conca e os novos que chegaram. Insisto: Muricy é o Grande Comandante, pelo respaldo histórico que possui e pela competência técnica que provou. Ele é ima que atraí talentos.
“Palhaninho, tenho receio de estarmos cantando vitórias antes do tempo”, disse-me ao telefone meu caro amigo Ferreira.
“Cantamos vitórias após te-las conseguido, Ferreira; festejamos a vitória presente. A próxima, será sempre uma incógnita. O campeonato ainda se arrasta no seu primeiro quarto. Mas somos candidatos. Verdadeiros candidatos ao título. Melhor: Títulos; Títulos!”
09/08/2010
Grêmio 1 x 2 FLUMINENSE
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
RESENHA TRICOLOR 8
“Coração Guerreiro”
Jesus está no Paraíso. Deixe-me contar um pouco mais sobre esse meu amigo.
Como sabem, Mário Figueiredo Jesus é homem de tecnologia, engenheiro muito bem qualificado e que viaja o mundo à serviço pela empresa em que trabalha. Esteve na África do Sul assistindo a Copa, pois estava perto e resolveu dar uma 'passadinha' antes de voltar para casa, num justo e merecido descanso.
Lembro-me de Jesus torcendo apaixonantemente pela 'Máquina Tricolor' dos anos 70, representada por Rivelino, Paulo César, Gil, Doval e mais duas dezenas de estrelas que compunham aquele time. Também no tricampeonato de 83/84/85, com outras estrelas, não menos brilhantes, do quilate de Branco, Ricardo Gomes, Delei, Romerito, Assis e Washington. Jesus empunhava sua bandeira de 4 por 2,5 metros em todas as partidas dos anos 70. No tricampeonato, exatamente o ano em que se casou, não perdia um jogo mas não mais tinha a seu lado a monumental bandeira. E poucos momentos, sejamos sinceros, tivemos de tanta alegria desde então. Na Final da Libertadores, meu amigo Jesus não estava presente: sofreu à distância a maior frustração que o Universo viveu: nós, tricolores de todos os cantos e formas, vivos ou mortos, tivemos a solidariedade do Universo: as estrelas se apagaram de tristeza naquele dia.
E foi Jesus quem me ligou logo cedo dizendo:
“Coração Valente voltou, Palhaninho”! Confesso que não senti quando Washington trocou o FLUMINENSE pelo São Paulo. É um verdadeiro artilheiro, disso ninguém duvida, mas não era do que o FLUMINENSE prescindia. E também não é hoje. Mas Washington foi para o São Paulo por pedido de Muricy, que o queria lá (nosso atual Comandante foi vítima da cabeçada certeira de Washington que classificou-nos para as semifinais da Libertadores no último minuto do jogo). E pelo fato de Muricy agora estar aqui, vejo Washington sem reservas. O campeonato pede guerreiros, pede homens de reposição e nosso Comandante sabe como ter domínio sobre os comandados, por mais estrelas que sejam. E como Muricy, Jesus também é adepto de centroavantes tipo Washington, tipo Flávio, tipo Dionísio.
Mas acontece também que a torcida tricolor adora Washington, não só representada pela demostração efusiva meu amigo Jesus como também por outros torcedores em que pude observar a euforia bem de perto.
“Coração Valente, guerreio tricolor, Washington é matador”! cantava Míriam sorridentemente pelos corredores, passando toda a alegria e beleza das torcedoras tricolores. Tal expressão de felicidade por fim me contagiou. Tenho minhas reservas quanto a Washington, sem contudo apregoar-lhe as virtudes que tem. E, acreditando ou não nas místicas futebolísticas, é nome consagrado no clube, por herança do outro Washington que compôs o Casal 20 de tantas alegrias, de tantas demonstrações de carinho e que teve caminho similar: passaram e tiveram sucesso no Atlético PR. Assis e Washington, o Casal 20, vieram brilhar, conquistar títulos e consagraram-se para todo o sempre no coração tricolor.
E quem foi ao estádio assistir ao jogo, emocionou-se. A torcida fez mais uma festa inesquecível. Saudou a todos, como de praxe. Mas demonstrou o carinho especial que tem por Washington. E ele retribuiu com dois gols. Temos o time muito bem armado por Muricy e a cada dia mais consciente em campo. Emerson caiu como luva no time e no esquema de Muricy e não será dor de cabeça alguma quando Fred se recuperar e Deco definitivamente chegar: será sim, enxaqueca para os técnicos, jogadores e torcidas adversárias.
O jogo foi do FLUMINENSE o tempo todo. É desnecessário falar de Conca, mas é ingratidão não falar de Conca. E Emerson deu divisão de tarefas ao meio campo na hora de armar as jogadas. Fizemos um gol nos moldes do artilheiro que jogou, presença decisiva na área, e outros dois na já mortal jogada de contra ataque: o que já era veloz ganhou mais eficiência com Emerson, fazendo um, e o outro que só não recebeu a assinatura de Conca para não ter outra placa de comemoração no estádio: seria um pintura. Humildemente este passou a Washington que, ao assinar, escreveu “Conca'! Vitória insofismável e convincente.
“Viu, Palhaninho? O homem tem ima com o gol” Jesus não cabia-se em felicidade.
Quero deixar claro que não canto vitória antes da hora. Não, não se cai nessa armadilha aqui no FLUMINENSE, seja no clube ou na torcida. Mas tem-se a consciência do que o time montado é capaz e a torcida não poupará gritos, orgulho e carinho por ele.
Retomamos a liderança. As vezes não é bom alcança-la assim tão no início do campeonato, ainda. Mas é aí que se encontra a diferença dos oportunistas e dos capazes: aqueles, não se sustentam; estes, humildemente guerreiam e manteiem a posição quando a alcançam. Temos agora a pior das posições para um primeiro quarto de campeonato: a posição dos que sofrem a perseguição de todos, dos que recebem a inveja e os maus desejos. Por isso não devemos relaxar segundo sequer.
Acredito em Muricy; acredito no time; e acredito na torcida mais fiel e carinhosa do universo. E ganhar o campeonato de fio a pavio, como uma corrida de carros em que se conquista a ponta praticamente na largada e não a perde para mais ninguém será feito inédito. Temos muita luta pela frente. Temos Guerreiros que não se preocupam com as condições da luta. Estamos no caminho.
02/08/2010
FLUMINENSE 3 x 1 Atlético PR
“Coração Guerreiro”
Jesus está no Paraíso. Deixe-me contar um pouco mais sobre esse meu amigo.
Como sabem, Mário Figueiredo Jesus é homem de tecnologia, engenheiro muito bem qualificado e que viaja o mundo à serviço pela empresa em que trabalha. Esteve na África do Sul assistindo a Copa, pois estava perto e resolveu dar uma 'passadinha' antes de voltar para casa, num justo e merecido descanso.
Lembro-me de Jesus torcendo apaixonantemente pela 'Máquina Tricolor' dos anos 70, representada por Rivelino, Paulo César, Gil, Doval e mais duas dezenas de estrelas que compunham aquele time. Também no tricampeonato de 83/84/85, com outras estrelas, não menos brilhantes, do quilate de Branco, Ricardo Gomes, Delei, Romerito, Assis e Washington. Jesus empunhava sua bandeira de 4 por 2,5 metros em todas as partidas dos anos 70. No tricampeonato, exatamente o ano em que se casou, não perdia um jogo mas não mais tinha a seu lado a monumental bandeira. E poucos momentos, sejamos sinceros, tivemos de tanta alegria desde então. Na Final da Libertadores, meu amigo Jesus não estava presente: sofreu à distância a maior frustração que o Universo viveu: nós, tricolores de todos os cantos e formas, vivos ou mortos, tivemos a solidariedade do Universo: as estrelas se apagaram de tristeza naquele dia.
E foi Jesus quem me ligou logo cedo dizendo:
“Coração Valente voltou, Palhaninho”! Confesso que não senti quando Washington trocou o FLUMINENSE pelo São Paulo. É um verdadeiro artilheiro, disso ninguém duvida, mas não era do que o FLUMINENSE prescindia. E também não é hoje. Mas Washington foi para o São Paulo por pedido de Muricy, que o queria lá (nosso atual Comandante foi vítima da cabeçada certeira de Washington que classificou-nos para as semifinais da Libertadores no último minuto do jogo). E pelo fato de Muricy agora estar aqui, vejo Washington sem reservas. O campeonato pede guerreiros, pede homens de reposição e nosso Comandante sabe como ter domínio sobre os comandados, por mais estrelas que sejam. E como Muricy, Jesus também é adepto de centroavantes tipo Washington, tipo Flávio, tipo Dionísio.
Mas acontece também que a torcida tricolor adora Washington, não só representada pela demostração efusiva meu amigo Jesus como também por outros torcedores em que pude observar a euforia bem de perto.
“Coração Valente, guerreio tricolor, Washington é matador”! cantava Míriam sorridentemente pelos corredores, passando toda a alegria e beleza das torcedoras tricolores. Tal expressão de felicidade por fim me contagiou. Tenho minhas reservas quanto a Washington, sem contudo apregoar-lhe as virtudes que tem. E, acreditando ou não nas místicas futebolísticas, é nome consagrado no clube, por herança do outro Washington que compôs o Casal 20 de tantas alegrias, de tantas demonstrações de carinho e que teve caminho similar: passaram e tiveram sucesso no Atlético PR. Assis e Washington, o Casal 20, vieram brilhar, conquistar títulos e consagraram-se para todo o sempre no coração tricolor.
E quem foi ao estádio assistir ao jogo, emocionou-se. A torcida fez mais uma festa inesquecível. Saudou a todos, como de praxe. Mas demonstrou o carinho especial que tem por Washington. E ele retribuiu com dois gols. Temos o time muito bem armado por Muricy e a cada dia mais consciente em campo. Emerson caiu como luva no time e no esquema de Muricy e não será dor de cabeça alguma quando Fred se recuperar e Deco definitivamente chegar: será sim, enxaqueca para os técnicos, jogadores e torcidas adversárias.
O jogo foi do FLUMINENSE o tempo todo. É desnecessário falar de Conca, mas é ingratidão não falar de Conca. E Emerson deu divisão de tarefas ao meio campo na hora de armar as jogadas. Fizemos um gol nos moldes do artilheiro que jogou, presença decisiva na área, e outros dois na já mortal jogada de contra ataque: o que já era veloz ganhou mais eficiência com Emerson, fazendo um, e o outro que só não recebeu a assinatura de Conca para não ter outra placa de comemoração no estádio: seria um pintura. Humildemente este passou a Washington que, ao assinar, escreveu “Conca'! Vitória insofismável e convincente.
“Viu, Palhaninho? O homem tem ima com o gol” Jesus não cabia-se em felicidade.
Quero deixar claro que não canto vitória antes da hora. Não, não se cai nessa armadilha aqui no FLUMINENSE, seja no clube ou na torcida. Mas tem-se a consciência do que o time montado é capaz e a torcida não poupará gritos, orgulho e carinho por ele.
Retomamos a liderança. As vezes não é bom alcança-la assim tão no início do campeonato, ainda. Mas é aí que se encontra a diferença dos oportunistas e dos capazes: aqueles, não se sustentam; estes, humildemente guerreiam e manteiem a posição quando a alcançam. Temos agora a pior das posições para um primeiro quarto de campeonato: a posição dos que sofrem a perseguição de todos, dos que recebem a inveja e os maus desejos. Por isso não devemos relaxar segundo sequer.
Acredito em Muricy; acredito no time; e acredito na torcida mais fiel e carinhosa do universo. E ganhar o campeonato de fio a pavio, como uma corrida de carros em que se conquista a ponta praticamente na largada e não a perde para mais ninguém será feito inédito. Temos muita luta pela frente. Temos Guerreiros que não se preocupam com as condições da luta. Estamos no caminho.
02/08/2010
FLUMINENSE 3 x 1 Atlético PR
RESENHA TRICOLOR 7
“Mais Fiel e Carinhosa”
Meu amigo Jesus estava certo. Mas preferi, antes de comentar a notícia, esperar a rodada do fim de semana. Tínhamos um jogo importante, contra o alvinegro carioca, que valia a ponta, a liderança do campeonato. Melhor seria esperar os acontecimentos se esclarecerem, se ajustarem antes de atribuirmos à qualquer parte o ônus, ou bônus, do desfecho.
“O FLUMINENSE não liberou o Muricy!” insistia meu caro amigo Jesus. Forte demais. Fato era que Muricy, por razões que acotovelavam-se requisitando o direito da verdade insofismável, não assumiria o comando da seleção brasileira de futebol. Confesso: respirei aliviado! Mas não aceitei como sendo a única razão, o único empecilho para que a seleção tivesse o melhor e o mais indicado, por mérito, dos técnicos, a não liberação pelo FLUMINENSE. Nenhum clube, por mais insatisfeito que estivesse, teria forças para impedir a realização do sonho de todo treinador: dirigir a seleção brasileira de futebol. O que houve, então?
Fato é que o FLUMINENSE realmente não o liberou. Verdade. Mas Muricy também não aceitou sair do FLUMINENSE. O FLUMINENSE, demonstrando valorização e prestígio àquele que tanto desejou e esforços não mediu para contratar, recebeu em troca a decência de um profissional que não quebra contratos, não descumpre a palavra, posta-se com honra. Se já nutria uma admiração técnica pelo nosso Comandante, depois de todo esse fato minha admiração elevou-se ao caráter, ao homem Muricy Ramalho; E ao FLUMINENSE destaco a coragem de bancar um projeto.
Agora, vejamos também de um outro lado. Qual a necessidade, o interesse em ter-se agora um técnico exclusivo para seleção brasileira? Acabamos não tem 1 mês a Copa do Mundo e o único jogo marcado é um 'caça”milhões” de niqueis' contra a 'grande' seleção dos EUA.
Algo não está claro por trás de toda essa opereta. Por trás das intenções da CBF, deixo bem claro. Porque todos sabem das diferenças que existem entre FLUMINENSE e CBF, desde o fato do nosso Presidente de Honra ser o Dr. João Hevellange, ex-sogro do todo poderoso Capo da CBF a divergência política no Clube dos 13, onde tricolores e 'teixeiristas' não se bicam.
Uma cena que ficou em minha mente foi a deselegância – nada a estranhar – do presidente da CBF ao fim da reunião com Muricy. Este, ao educadamente estender a mão para cumprimentos solenes, viu o Sr. Teixeira, de forma indisfarçável, fingir não notar a mão de seu interlocutor deixando-a ao vento. Vi essa cena na noite de sábado, em canal de TV que de longe filmava o encontro. Tive a certeza, após assistir tal cena, que a declaração do Sr. Teixeira às redes de televisão que o esperavam na saída da reunião 'secreta' com Muricy fora um verdadeiro teatro. Ele, já sabendo que não havia obtido sucesso em seu aliciamento anti-ético ao nosso comandante, saiu-se com a pecha “agora é ele conseguir a liberação com o FLUMINENSE”. Encontrara ali um esportista de qualidade comprovada, um profissional ético, um homem de caráter.
A ação foi conjunta, FLUMINENSE e Muricy. Em respeito ao esporte, à honra, à palavra empenhada, à torcida, aos jogadores – transferir-se para o FLUMINENSE, fora a grandeza de atuar pelo tricolor das Laranjeiras, passou a ser desejo de qualquer jogador por poder trabalhar com o Comandante Muricy.
Quem perde com isso? Apenas a CBF e o Sr. Teixeira. Pelas ações sem transparência, atabalhoadas, beirando à opereta trágica. Devo destacar que a seleção não perde, pois o segundo da lista, o técnico Mano Meneses, é de comprovada capacidade para assumir o cargo.
E assim fomos ao estádio João Havellange, disputar a partida com o alvinegro carioca.
Não jogamos bem. Talvez pelas tensões vividas, mas também pelo adversário que jogou bem. Promovemos as estréias de Belletti e Emerson Sheik, este autor do nosso gol na partida em que o fato mais relevante foi mais uma contusão de Fred. Deram 20 dias para ele voltar. Isto equivale a, pelo menos 3 rodadas. Muricy ainda terá trabalho em recuperar as condições físicas de Belletti, (sua experiência será de grande valia num campeonato de tanta dificuldade – física e técnica), em acertar a saída de bola (ainda sentimos falta de refino, temos volantes apenas de contenção como dizem – saudades de Carlos Alberto Pintinho, de Delei, ...) e para encontrar o verdadeiro entrosamento (somos infalíveis nos contra-ataques mas pouco eficientes em jogadas tramadas em desenvolvimento de meio campo (ainda temos Valência por estrear e Deco por aguardar).
Estamos bem. Mantemo-nos desde as primeiras rodas entre os 4 primeiros e já beliscamos a liderança. É assim que tem que ser. Estar perto para soltar as rédias após a curva da grande reta. E aí vale não só a velocidade e jovialidade do puro sangue; vale a experiência do jóquei que o guia. Por isso, parabéns ao FLUMINENSE por ter mantido Muricy mas também a este, por ter escolhido a melhor opção: dirigir o FLUMINENSE não é para quem quer; sim para quem pode! E tem mais uma coisa: torcida tricolor é muito mais fiel e carinhosa que a da seleção!
26/07/2010
Botafogo 1 x 1 FLUMINENSE
“Mais Fiel e Carinhosa”
Meu amigo Jesus estava certo. Mas preferi, antes de comentar a notícia, esperar a rodada do fim de semana. Tínhamos um jogo importante, contra o alvinegro carioca, que valia a ponta, a liderança do campeonato. Melhor seria esperar os acontecimentos se esclarecerem, se ajustarem antes de atribuirmos à qualquer parte o ônus, ou bônus, do desfecho.
“O FLUMINENSE não liberou o Muricy!” insistia meu caro amigo Jesus. Forte demais. Fato era que Muricy, por razões que acotovelavam-se requisitando o direito da verdade insofismável, não assumiria o comando da seleção brasileira de futebol. Confesso: respirei aliviado! Mas não aceitei como sendo a única razão, o único empecilho para que a seleção tivesse o melhor e o mais indicado, por mérito, dos técnicos, a não liberação pelo FLUMINENSE. Nenhum clube, por mais insatisfeito que estivesse, teria forças para impedir a realização do sonho de todo treinador: dirigir a seleção brasileira de futebol. O que houve, então?
Fato é que o FLUMINENSE realmente não o liberou. Verdade. Mas Muricy também não aceitou sair do FLUMINENSE. O FLUMINENSE, demonstrando valorização e prestígio àquele que tanto desejou e esforços não mediu para contratar, recebeu em troca a decência de um profissional que não quebra contratos, não descumpre a palavra, posta-se com honra. Se já nutria uma admiração técnica pelo nosso Comandante, depois de todo esse fato minha admiração elevou-se ao caráter, ao homem Muricy Ramalho; E ao FLUMINENSE destaco a coragem de bancar um projeto.
Agora, vejamos também de um outro lado. Qual a necessidade, o interesse em ter-se agora um técnico exclusivo para seleção brasileira? Acabamos não tem 1 mês a Copa do Mundo e o único jogo marcado é um 'caça”milhões” de niqueis' contra a 'grande' seleção dos EUA.
Algo não está claro por trás de toda essa opereta. Por trás das intenções da CBF, deixo bem claro. Porque todos sabem das diferenças que existem entre FLUMINENSE e CBF, desde o fato do nosso Presidente de Honra ser o Dr. João Hevellange, ex-sogro do todo poderoso Capo da CBF a divergência política no Clube dos 13, onde tricolores e 'teixeiristas' não se bicam.
Uma cena que ficou em minha mente foi a deselegância – nada a estranhar – do presidente da CBF ao fim da reunião com Muricy. Este, ao educadamente estender a mão para cumprimentos solenes, viu o Sr. Teixeira, de forma indisfarçável, fingir não notar a mão de seu interlocutor deixando-a ao vento. Vi essa cena na noite de sábado, em canal de TV que de longe filmava o encontro. Tive a certeza, após assistir tal cena, que a declaração do Sr. Teixeira às redes de televisão que o esperavam na saída da reunião 'secreta' com Muricy fora um verdadeiro teatro. Ele, já sabendo que não havia obtido sucesso em seu aliciamento anti-ético ao nosso comandante, saiu-se com a pecha “agora é ele conseguir a liberação com o FLUMINENSE”. Encontrara ali um esportista de qualidade comprovada, um profissional ético, um homem de caráter.
A ação foi conjunta, FLUMINENSE e Muricy. Em respeito ao esporte, à honra, à palavra empenhada, à torcida, aos jogadores – transferir-se para o FLUMINENSE, fora a grandeza de atuar pelo tricolor das Laranjeiras, passou a ser desejo de qualquer jogador por poder trabalhar com o Comandante Muricy.
Quem perde com isso? Apenas a CBF e o Sr. Teixeira. Pelas ações sem transparência, atabalhoadas, beirando à opereta trágica. Devo destacar que a seleção não perde, pois o segundo da lista, o técnico Mano Meneses, é de comprovada capacidade para assumir o cargo.
E assim fomos ao estádio João Havellange, disputar a partida com o alvinegro carioca.
Não jogamos bem. Talvez pelas tensões vividas, mas também pelo adversário que jogou bem. Promovemos as estréias de Belletti e Emerson Sheik, este autor do nosso gol na partida em que o fato mais relevante foi mais uma contusão de Fred. Deram 20 dias para ele voltar. Isto equivale a, pelo menos 3 rodadas. Muricy ainda terá trabalho em recuperar as condições físicas de Belletti, (sua experiência será de grande valia num campeonato de tanta dificuldade – física e técnica), em acertar a saída de bola (ainda sentimos falta de refino, temos volantes apenas de contenção como dizem – saudades de Carlos Alberto Pintinho, de Delei, ...) e para encontrar o verdadeiro entrosamento (somos infalíveis nos contra-ataques mas pouco eficientes em jogadas tramadas em desenvolvimento de meio campo (ainda temos Valência por estrear e Deco por aguardar).
Estamos bem. Mantemo-nos desde as primeiras rodas entre os 4 primeiros e já beliscamos a liderança. É assim que tem que ser. Estar perto para soltar as rédias após a curva da grande reta. E aí vale não só a velocidade e jovialidade do puro sangue; vale a experiência do jóquei que o guia. Por isso, parabéns ao FLUMINENSE por ter mantido Muricy mas também a este, por ter escolhido a melhor opção: dirigir o FLUMINENSE não é para quem quer; sim para quem pode! E tem mais uma coisa: torcida tricolor é muito mais fiel e carinhosa que a da seleção!
26/07/2010
Botafogo 1 x 1 FLUMINENSE
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